Brisbane | Visit to Lone Pine Koala Sanctuary

A semana passada tive o prazer de voltar a Brisbane, Austrália. Uma cidade catita, agradável, de inverno ameno onde os 19ºC nocturnos somente obrigam àquele casaco leve para cobrir os ombros. Gosto das cidades Australianas, há sempre um saxofone, uma guitarra, ou qualquer outra forma de arte a expressar-se pelas esquinas. Também há os Bagel Bars; as lojas Sushiro, que vendem rolos de sushi prontos a morder; a cadeia Pie Face – um franchising que vende uma variedade de tartes com um smile desenhado no topo. Há também os TimTam, os melhores biscoitos do mundo para beber com café e o famoso Vegemite – a coisa mais intragável que alguma vez provei. Adianto um pedido de desculpas por qualquer susceptibilidade que possa ter ferido, mas não encontro outra palavra para descrever o creme para barrar mais famoso do mundo, a seguir à Nutella.

Aussie stuffAcima de tudo, a minha passagem por Brisbane ficou marcada pela visita ao Santuário de Coalas Lone Pine, um parque de preservação animal, fundado em 1927, onde se encontra uma variedade notável, tanto amorosa como viscosa, de espécimes Australianos, bichos que pura e simplesmente desconhecia que existiam – toda uma Neo Arca de Noé versão “aussie.” É também o maior e mais antigo santuário de coalas do mundo. Aconselho vivamente uma visita, especialmente para quem nunca teve oportunidade de conviver com estes animais adoráveis.
Ficam então, os momentos mais marcantes.

 Pegar num Coala
É uma experiência breve, porque não deixam o bicho muito tempo no nosso colo, mas é o bastante para nos apaixonarmos por este animal de ternura pachorrenta. É macio, não tresanda o melhor dos aromas, mas isso passa despercebido no momento em que ele se aconchega nas nossas mãos e se agarra com toda a convicção às zonas de maior relevo da nossa zona peitoral.. uns atrevidos irrestíveis!

Koala Moment
Conviver com Cangurus
O Santuário Lone Pine tem uma área vasta, aberta ao público, onde se encontram os Cangurus. Como estão habituados ao convívio humano são dóceis, podemos tocar-lhes e passar o resto da tarde a acariciar o seu pelo macio. O quebra-gelo é mais fácil se trouxermos comida, a loja do parque vende uns saquinhos próprios para o efeito. Simpatizei com este exemplar preguiçoso que se derreteu com as festinhas e lá me deixou sacar umas selfies. Também se observa um vasto leque de comportamentos do quotidiano Canguru..

Kangaroo Selfie CompilationKangoos_LPKoalaSanctuaryConhecer novas espécies
Aqui, também se trava conhecimento com outras espécies autóctones da Austrália. Destaque para o Diabo-da-Tasmânia, o maior carnívoro marsupial no mundo, exclusivo da Tasmânia. São conhecidos por limpadores das florestas: comem as suas presas quase na totalidade, incluindo carne já apodrecida. No entanto, estão em vias de extinção devido ao “cancro facial do diabo-da-tasmânia,” que se caracteriza pelo aparecimento de tumores cancerígenos que se espalham por toda a face.

Tasmanian Devil CompilationApresento também o Wombat, outro marsupial australiano muito ternurento cuja bolsa se localiza nas costas para que possa manter as suas crias limpas e seguras enquanto escava as tocas. Adora dormir de barriga para cima. A comédia, não?

Wombats at Lone Pine Koala SanctuaryPor último, o Emu, a segunda maior ave do mundo, uma avestruz, versão aussie. Esta simpática ave alimenta-se à base de insectos, frutas, sementes, folhas e gramíneas. Embora ponha 6 a 12 ovos por ano, o papel de mãe não é o seu forte. Depois de colocar os ovos, toda a responsabilidade passa para o macho, que choca e cuida das crias.

Emu Compilation

Ficaram com o bichinho de ir à Austrália? Que animais gostaram mais?

Bons voos e até breve!

Maria Bonifácio Lopes

Last week, I returned to Brisbane. I love Aussie cities in general: there are always artists playing guitar on the streets, or saxophone, or expressing their skills in any other artistic way: sketches, paintings, break-dance, etc.

Besides there are the Bagel Bars, where you can stuff your favorite ingredients in the freshest bagel in town; the Sushiro stores with a wide variety of roles ready to bite straight from the box; the Pie Face stores where all kinds of pies are topped with a smiley face. Also, there´s TimTam, the best biscuit to mate along with your daily dose of caffeine, and last but (actually) least, Vegemite, perhaps the most inedible thing I ever tasted. I do apologize to all Vegemite fans but I have no other words to describe the second most famous spreadable paste, after Nutella. It´s just yuki!

Aussie stuffHowever, the best of my stay in Brisbane was a visit to the Lone Pine Koala Sanctuary, a natural park, founded in 1927, where you will find a wide variety of Australian native species and get the chance to interact live with some of them. It is the oldest and largest koala sanctuary in the world. Below are the highlights of this amazing afternoon. WARNING: there will be high levels of cuteness…

Hug a Koala
It´s a brief but just enough experience to fall head over heels for these tender creatures. The park staff helps you place the koala on your lap and gently he gets cozy, with a tendency to hold on to the elevated areas around your chest… naughty koala!

Koala Moment

Feeding Kangaroos
The Lone Pine Koala Sanctuary has a wide area open to public where you can interact with kangaroos. Since these animals are used to “mingle” around humans, they are docile and you can spend the whole afternoon canoodling their fur. The “ice” is easier to break if you bring along food, which you can buy at the park store. I got along famously with the lazy fellow you see in the picture below. He was a bit sleepy, but managed to cooperate in the photo shoot. What a cool kangaroo!

Kangaroo Selfie CompilationKangoos_LPKoalaSanctuary

Get to know new species
Featuring the Tasmanian Devil, the largest carnivorous marsupial in the world. This top Australian predator acts like a forest cleaner once it eats its preys entirely, even half-rotten meat. They are endangered due a fatal disease called Devil Face Tumour Disease, which does not have a cure yet.

Tasmanian Devil CompilationAnother highlight goes to Wombats, the cutest and rarest large marsupials in the world. They have a backward facing pouch, which protects the young from dirt, while the wombat is digging. It also loves to sleep in a very funny way…

Wombats at Lone Pine Koala Sanctuary

Last but not least, the Emu, the second largest bird in the world. A friendly Aussie version of an ostrich. You can feed them also as they share the same area with the kangaroos in the park.

Emu CompilationHope you enjoyed this trip throughout aussie wildlife! What are your favorite aussie animals?

Fly high!

Maria Bonifácio Lopes

Happy New Year

O meu ano acabou assim.. com um post do blog no P3 – um óptimo presente de Natal e um óptimo começo de ano.. para mim e para este mesmo blog.. a minha janela para casa! A pedido de algumas famílias que não falam português, traduzi, como já é costume, a crónica que saíu no P3. Desejo a todos um excelente 2013 e um obrigado gigante a todos os seguidores e novos seguidores do blog! Novos posts para breve.. mi aguardem..! 🙂

“É ao som de uma melodia arabesca que escrevo, vinda directamente da radiofonia do rapazito da recepção” – escrevi há exactamente um ano quando cheguei ao Dubai. Hoje, oiço o mesmo tipo de melodia, fruto do fenómeno aculturação. Gosto de deambular o ouvido pelas pautas do deserto.

Lembro de me sentar na minha nova cama e perguntar: “mas que raio estou eu aqui a fazer..?”. Mais tarde descobri que todos os meus colegas fizeram a mesma pergunta quando aterraram no novo quarto, espaçoso de mais para uma alma emigrante, frágil e ainda tão amedrontada.

As respostas são muitas: porque em Portugal não há condições para começar uma “vida”, porque o próprio primeiro minstro aconselha os jovens a emigrar. Creio que a “desculpa” maior é o desafio imposto em desenraizar de casa, criar raízes noutro canto do mundo e enriquecer por dentro. Cresce-se, aprende-se, desafiamos limites, ultrapassamos barreiras pessoais.

A palavra saudade dilacera-nos. Aprendemos a coexistir com ela como um booster de energia – condensamos os kms2 de Portugal Continental no coração. Vamos lá buscar algumas lembranças de momentos e de nós mesmos quando a nossa identidade se difunde num dia-a-dia diferente do que nos era habitual. As lágrimas rolam pela face quando gestos ou expressões de outrem nos lembram as nossas origens hereditárias, as nossas amizades mais belas. Mas, está tudo bem! “A gente desenrasca-se”! No final, não há português mais feliz que aquele que de estômago saudosista aspira todos os pitéus da mãmã. A casa é o melhor lugar do mundo e enquanto nos moldamos nos meantros do crescimento, ela não muda. Mantém-se para nos receber com o mesmo cheiro e tudo no mesmo lugar, tal e qual como a deixámos.

Aqui os homens vestem-se de branco e as mulheres de preto. Eles têm um lenço na cabeça, elas deixam apenas os olhos a descoberto. E no meio disto tudo um sem número de etnias veste-se em concordância com o humor matinal da sua própria cultura.

Aviões descolam e aterram. Há sempre luzes no céu. A toda a hora chegamos, partimos ou deambulamos em dias de folga. Nem sempre em concordância com os outros que nos preenchem a vida aqui, o que nos torna saudavelmente viciados nas novas tecnologias. Whatsapps, skypes, bbm´s tornaram-se ferramentas essenciais na nossa vida social e emocional pelo conforto de saber que à distância de um click podemos viajar em fusos horários e comunicar a kms de distância. Isso traz-nos o conforto da proximidade e de pertença, preenche-nos a alma numa profissão que por vezes pode ser muito solitária, não só pelo facto de estarmos longe de casa mas porque trabalhamos com pessoas diferentes todos os dias, onde o tempo, na maior parte das vezes, não dá para transformar um colega num amigo; e a fase de introdução e das primeiras impressões é inerente a cada voo.

Quase nunca sei quando é 2ª ou fim-de-semana. As minhas horas laborais já não são distribuídas uniformemente pelos dias de semana, o que aboliu qualquer tipo de rotina da minha vida. Os meus meses são apenas geridos pelo número de horas que estou no ar e os dias que estou em terra. Não me importo. Nunca fui muito compatível com esse tipo de rotina laboral, de modos que me sinto bem à deriva pelos dias da semana, perdida em fusos horários, por vezes “bêbeda” em jetlag.

Somos cada vez mais portugueses aqui e já abriu um restaurante Português onde já podemos disfrutar de um fadinho e de um caldo verde para aquecer a alma. Creio que já faltou mais para o surgimento do fenómeno “bailarico” no Médio Oriente.”

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Insha Allah Habibis!

Mery Al Bonifácio

2012 finished with a post from my blog on a Portuguese newspaper. It was an awesome gift and an awesome way to begin a new year. A new beginning for this same blog.. my window for home. I translated the post as usual, for the comfort of your reading. I would like to thank to every single person who click and read this blog and a BIG THANK YOU to all my followers and new followers! New posts are coming..! That´s a promise! 🙂

“It´s within an arabic song, coming from the security´s radio, that I´m writing these lines” – I wrote one year ago when I arrived in Dubai. Today I hear exactly the same kind of music, due to the acculturation phenomenon. I like to ramble my ears through the desert “habibi” melodies. 

I remember sitting in my new bed and ask myself: “what the hell am I doing here?”. Later I found out that all my colleagues did exactly the same question when they “landed” on their new room.. too spacious for such scary and fragile soul, still trying to ease towards the unknown and the fact that everything that matters, was just left behind. 

The answers may vary: because back home there are no conditions to start a proper life; because even our prime minister advises youngsters to emigrate and get the hell out of the country. I believe the best “excuse” may be the challenge of detaching your roots from everything you know and create new ones in another place. You grow and enrich, challenging limits, overcoming personal barriers. 

“Saudade” is the portuguese word to name the feeling of missing something or someone. We learn to live with it like an energy booster. We shrink the country inside our heart and once in a while we go there to get memories, moments and our own selves when our identity gets mixed in such different day-life. Tears roll down the face whenever someone remember us by our inheritance roots, our most beautiful friends. But it´s ok.. we make it through.. In the end.. there´s no happier portuguese than the one who arrives home ready to “vacuum” mama´s homemade food. Home is the best place in the world. While you change on the midst of growing, it remains the same just like we left it.

Here, men wear white and women black. Men have a scarf on their heads while women only uncover their eyes. Meanwhile, 90% of other nationalities get dressed according to their culture´s morning mood. 

Aircrafts take-off and land. There´s always lights in the sky. We arrive, depart and ramble throughout days-off. Not always in accordance to the ones that fulfill our life here, which makes us addicts of new technologies, but in a healthy way. Whatsapps, skypes, bbm´s are fundamental tools to maintain our social and emotional life. We´re able to reach different timezones and places from every corner of the world. That keeps us close to each other, belonging to each other in a job that can be quite lonely sometimes, not only because you´re far away from home but because you travel with different people every single flight, where time is not enough to turn a colleague into a friend and to step forward first impressions. 

I barely know when it´s monday or sunday. My working hours are no longer equally distributed through the week days, which abolished any type of routine from my life. Months are mainly managed by the number of hours I stay on ground or on the sky. I don´t mind at all.. I was never compatible with labour routine, so it feels good being adrift throughout weekdays, lost in timezones, sometimes “tipsy” in jetlag. 

There´s portuguese people arriving here every time. A portuguese restaurant opened months ago. We can warm our souls with “caldo verde” and fado songs – signature of our “Opaa Portuguese Style” (woop, woop, woop, woop..) 

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Insha Allah Habibis!
Mery Al Bonifácio

See China right in front of you

Comecei a escrever este post enquanto dedilhava um e-mail de parabéns à minha prima chica que completou 23 anos de vida, no dia 5 de Maio de 2012 (que afinal era dia 4 de Maio) – dia em que estava de partida para o Dubai. Eram 5h40 quando, do autocarro que me levou até ao aeroporto, vilslumbrei o nascer do sol, pela primeira vez a oriente. Estava em Shanghai.

É uma cidade grande e engraçada, pelo qual não morri de amores, embora tenha aproveitado para regatear bastante e conseguir uns artigos da moda a preços bastante acessíveis. O truque é pedir menos de metade do preço que eles apresentam e nunca, mas nunca mudar a quantia.. ou é ou não é.. e a palavra final é sempre nossa. Se eles não quiserem, o vendedor da loja do lado pode estar disposto a aceitar a nossa proposta.. portanto nunca ficamos a perder, eles no fundo.. é que se habilitam ao tudo ou nada. Houve alturas que pensei que ia levar um murro na cara, tal era a cara de escândalo que eles faziam quando reduzia drasticamente o valor que eles consideravam justo para a venda de determinado artigo. Quando tal acontece, eles arregalam muito os olhos, a expressão fica muito sisuda, soltam meia duzia de palavras imperceptíveis em chinês e parece que viram “pokemons” com uma gota gigante de água na testa como se vê nos desenhos animados. Na altura que decido abandonar o estabelecimento, eles dizem.. “ok, give me the money” et voilá.. negócio fechado! Com isto tudo consegui um chapéu por 3€; uns Converse All Star por 9€; umas sandálias por 10€ e uma mala por 10€ também, num total de 32€ e umas 3 horas naquele andamento.

Os chinocas pouco percebem de Inglês, se bem que alguns desenrascam-se. Confesso que não os considero um povo muito simpático, têm expressões rudes e carrancudas e mesmo quando sorriem, perde-se o contacto visual porque eles fecham os olhos ficando difícil de perceber as suas intenções. Notei que têm um especial gosto de escarrar em qualquer sítio, puxando bem ao âmago da garganta como quem põe uma mudança a fundo. Encontrei-me com a Michelle, uma amiga minha holandesa que se encontrava em Shanghai naquela altura para um programa de 7 semanas numa universidade, onde estava a ensinar crianças a falar holandês. A Michelle foi a minha tour guide de serviço e a própria me inquiriu que, para além deste hábito nefasto, eles também gostam de comer com a boca aberta fazendo o bolo alimentar como se tivessem altifalantes nos maxilares, não dispensando a tranquilidade de um arroto ou de um peidinho no decorrer da refeição. O meu médico sempre me disse que nunca deveríamos conter qualquer gás que queira sair do nosso corpo..! Parece-me assim que os chinocas têm bastante em consideração a sua linguagem corporal no que toca a dar aso às contrações intestinais. Aliás.. pelo que descrevo parecem não ter limites para qualquer contração corporal..!

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As últimas fotos do slideshow, mostram um parque. Cheguei a este parque depois de vaguear muitas horas por Shanghai. Um pequeno oasis no meio da selva urbana, o local ideial para o merecido descanso do guerreiro. A minha atenção disparou na direcção de uma senhora idosa vestida de vermelho, que dançava suavemente numa espécie de arte marcial com uns leques na mão. Senti-me a ver parte de um filme do matrix mas em slow motion. Mal sabia eu que estava relativamente perto dessa verdade. Do nada, ela retirou da sua sacola vermelha uma espada típica de samurai (como podem constatar nas últimas fotos do slidehow) demonstrando bastante perícia e agilidade para alguém daquela idade, continuando a demonstração num estilo slow motion. A espada, apesar de parecer pesada, aparentava pesar penas nas suas mãos, dada a destreza com que manejava a espada. Não mais me esqueci daquela tarde, não conseguia parar de lhe tirar fotografias.

Insha Allah Habibis!

MERY AL BONIFÁCIO

I started this post while texting my cousin Francisca for her birthday on May 5th, 2012. 5h40 am and I was on my way to Dubai while the sun was rising right in fron of my eyes, this time from the east side. I was in Shanghai.

It´s a very nice city, although I didn´t fall madly in love with it. However I did manage to bargue a lot and get very nice fashion articles for quite reasonable prices. The trick is.. demanding half of the price of what they actually ask you for, and never.. but never.. change that amount! The final word is always ours, the curstomers. If they are not happy with that, it´s their problem.. the shopkeeper from next door might be willing to accept our offer.. therefore we never are there to lose. The shopkeepers are the ones who allow themselves to lose a profit.. it´s all or nothing for them! During the bargening process, there were sometimes I thought I was going to be punched in the face when I presented them with the quantity I was able to give for certain articles.. they were so negatively astonished, their eyes got very rude expressions, they toss several understandable chinese words and looked like they were turning into “pokemons” with a giant drop upon their heads, just like in Asian cartoons. By the time you give up your price and abandoned the store, they will stop you and say.. “ok, give me the money!”, et voilá.. I got a hat for 3€; a pair of converse all stars for 9€, sandals for 10€ in a total of 32€ and 3 hours bargening and rounding the underground stores.

Chinese little or nothing understand from english, however some still manage to gesticulate some words. I don´t consider them the nicest people on earth. Their expressions are a bit rude and grumpy. Even when they smile we lose eye contact because they shut their eyes, which makes it hard to sight their intention´s expressions. I noticed they have a special habit to spit randomly on the streets at any time, pulling depply to their guts like a driver who pulls hard on the car brake. I met my friend Michelle there, who was my tour guide during this layover. She was there for 7 a week exchange program where she was teaching dutch to chinese kids. She added to my visual information, that chinese, besides spitting on the street, like to chew food with their mouths wide open, as if they had speakers on their jaws. In addition, they do not dismiss the ease of a burp or a fart during a meal, meaning their whole satisfaction while eating. My doctor always told me we should never retain gases in our body. It´s not healthy. It looks to me that chinese do have a lot of consideration for their “body language”, specially when it comes to deal with intestinal contractions. Actually they seem to never neglect any kind of body contraction..!

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The last pictures of the slideshow are from a park. After hours walking, I arrived on this marvelous park in the middle of Sanghai´s urban jungle. I kept my attention on this old lady (you can see in the pictures) dressed in red, which was performing some kind of very slow dance with fans. It looked like I was watching a fight scene from matrix´s legacy but in slow motion. Minutes later, I ought to know that I was really close to that.. Out of a sudden, she took from her red bag a typical samurai sword and showed off her skills on some kind of martial art.. still in a very slow motion style. The sword, although big, appeared to weight feathers on her hand due to her magnificent agility while maneuvering the sword. I will never forget that afternoon. I could´t stop shooting her with my camera.

Insha Allah Habibis!

MERY AL BONIFÁCIO 

O mundo continua a ser pequeno

Desde que cheguei ao meu apartamento que não sabia como abrir as cortinas. Por muito que tentasse o método tradicional, elas estavam “trancadas” e para não fazer asneira não as abri. Acabei por pedir ajuda à minha vizinha da frente quando a apanhei com a porta aberta. Sem muitas cerimónias ela dirigiu-se à sala, puxou uns fios de lado e sharammm.. as cortinas abriram. Um pouco embaraçada lá lhe agradeci a gentileza de me mostrar tal básico mecanismo. Disse-lhe que era portuguesa, ao que ela respondeu: “Ah, então podemos falar português!!”.

A Iara é da Nazaré, estudou em Peniche (raio de terra está sempre no meu caminho!) e também frequentava o Bar do Bruno. Está cá há 1 ano e qualquer coisa e quiçá.. vive com mais uma portuguesa, a Ivone, e outras tantas tugas que ali aparecem para habitar o sofá em sessões de amena cavaqueira. Ontem fui eu a habitar também o sofá delas. Estava no banho quando me vieram tocar à porta. Deixaram-me um bilhete debaixo da porta “Olá Maria, somos as tuas vizinhas! Aparece cá em casa, és sempre benvinda!”. Num mundo completamente à parte, só um emigra sabe o poder de tais pequenos gestos, por outras palavras fez o meu dia.. e lá fui para a casa do lado, uma casa portuguesa.. concerteza! Estavam todas agarradas ao portátil e uma delas, a Mafalda, tinha chegado à pouco tempo de um voo.

Comecei esta semana com algumas aulas de E-Learning sobre Cultura Árabe e Informação Básica sobre Aeronáutica. No ar, também há bombordo e estibordo e senti-me a voltar à escola com os conceitos de pressão, altitude e etc. A parte da Cultura Árabe é que partiu.. sabiam que se um Árabe me vier pedir para rezar em pleno voo tenho que lhe dar um cobertor e dirigi-lo para as portas de saída? (que são a área designada para este ritual). Em cada 3 minutos, é fornecida informação sobre a direcção de Mecca para que eles se possam direccionar para as rezas e ainda temos uma refeição especial para a altura do Ramadão, caso este acabe no ar. O café deles é porreiro.. uma águinha de lavar pratos com especiarias, que diz ter bons efeitos para a digestão! Mas sabe bem, a sério!

Entretanto o Dubai tem umas leis porreiras.. namorados e amigos coloridos não podem andar de mão dada na rua (a não ser que sejam casados) e não se podem beijar em público. Dá direito a uma estadiazita na prisão. Mulheres não podem comprar a pílula, a não ser que sejam casadas e álcool.. só com uma licença apropriada que vou obter assim que tiver o visto feito! Tirando isto, esta tudo bem..!

Em relação às horas são mais 4 horas aqui. Ou seja, enquanto vcs vão a meio do dia, já eu estou a chegar perto do final da tarde! É estranho..! Enquanto vocês jantam, já eu babo os lençóis!

MERY AL BONIFÁCIO