Oktober`fash`Fest

“India, like life itself, is about what you bring to it” – said Judy Dench´s character, Evelyn, on the lovely movie – The Best Exotic Marigold Hotel. Well flights, in general, are about what crew brings to them. If you have a nice crew to fly with, everything will run perfect.. you will work motivated with your team, you will smile more to your costumers, you won´t even bother that much if that indian costumer pressed the call bell 4 times when he actually could have asked for tea, water, mango juice and a blanket in a single request, instead of calling you 4 times (ok.. now i´m exaggerating..). If you have a good crew, you will be able to form a nice group to visit the surroundings and sightseeing. You will chill, laugh, have meals in good company and the way back to Dubai will be even better.. you already familiar with people and everything will go smoothly.

Fortunately, I had a very good crew on this flight to Munique. My very first experience on Merkel´s territory. And I must say.. she´s quite well surrounded.. Not only by wealthy for her country´s economic situation, but as well surrounded by very good looking germain specimens. My friend Christina Back didn´t lye at all about her countrymen´s features!

We settled down on the hotel around 11pm and invaded the restaurant half an hour later, craving for food and beer. Although my stomach has been giving me signs of intoxication for like a week, I couldn´t resist a baked camembert salad with red fruits jam, along with a great salty pretzel and a Pauliner – the Oktoberfest official beer. There were about 9 crew around the table, along with the first officer, who decided to join us as well. We kept eating and talking until the lovely germain waitress kindly expelled us, once it was already time to close.

9am and I found myself struggling what should I have for breakfast. There were unlimited declicious good looking choices from Continental, Asian and typical British/American breakfast. That awkward moment you fill up a whole plate with small samples of everything that kept your eye attention, you demolish it in seconds and you still up for a second round.

The streets of Munique transpired Oktoberfest everywhere. Everyone left at home their casual garments for traditional germain oufits. You could see some daylife accessories like a briefcase, a shopping bag, or even a Gucci bag, but the main outfit was traditional and germain.

    

Munique´s downtown seemed to me as a huge runway where all citizens showed their outfits for the occasion. Window shops were showing off throughout their dummies the ultimate fashion outfits for this time of the year. I found myself stopping people in the middle of street to take photos of their outfits, whereas I was so amazed of that fashionable kind of maardigras with the main purpose of porring beer down the throat from 12 to 10pm. Oktoberfest venue itself was a major beer carnival. All stands of deutsche delicatessens – from huge, big, fat, long germanin sausages to major pieces of meetlofe, pretzels in a huge variety of sizes and of course.. The BEER! Each brand with their own arena, carrying hundreds of beer lovers along wooden tables, cherish gathered holding their big cans, toasting, eating and laughing with their closest ones. All that scenario looked like an habitat for me, whereas there´s no happier ritual than eat and drink with your beloved ones – it´s such a celebration of the most basic gesture of human being survival. I remembered Adrianne.. my partner on the “tasting” business. In our road trips along the west and south side of Portugal I recall our feasts of traditional portuguese food and appetizers – there was no limit for our appetite and we never had problems on spending good money eating. As my beloved friend Ana Catarina said once “ the happiest moments I spend in my life, was in front of a table.. eating!”.

There was only one thing from the wide range of traditional things from the Oktoberfest that I didn´t see.. the girls carrying the beer against their big boobs. Well I saw the beers and a couple of old ladies carrying them, but not on that “traditional” way I was expecting. For the disappointment of the male crew from this trip.. the waitresses didn´t have such volume benefits placed on their breasts. 
Back in the hotel I slept for 2 amazing hours on the fluffiest bed ever.. god bless the Westin beds! I decided to go to the supermarket before the flight and for my amusement.. it was raining outside! I took an umbrella from the concierge.. such object just vanished from my dictionarty since I moved to the heat of the middle-east. The day-light was reaching an end and there were few people on the street. The street was quiet and only the rain whispered against the pave, the leaves on the trees and against my umbrella. The sound of rain.. I haven´t heard it for such a long time. Those rainy Sunday afternoons baking cookies and scones, drinking tea and watching movies rolled in blankets wearing a soft pajama and warm socks. On the way back, I took the umbrella down.. that soft touch of rain on your face overcomes any meditation techninc.

I hand the umbrella back to the concierge:

“It didn´t help you that much.. you are all wet..” – he said.
“Do you have any idea for how long I haven´t felt the rain..?”

Insha Allah Habibis!

MERY AL BONIFÁCIO

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“India, like life itself, is about what you bring to it” – afirmou Evelyn, uma das personagens mais marcantes do filme “The best exotic Marigold Hotel” interpretada pela maravilhosa actriz Judy Dench. A bordo passa-se a mesma coisa.. o sucesso de um voo ou de uma layover é directamente proporcional ao ambiente que se gera entre os membros da tripulação, ao que cada um traz e dá de si. Se for uma boa tripulação tudo correrá às mil maravilhas.. a motivação será maior, reflectindo-se  na nossa prestação, na maneira como sorrimos, na maneira como respondemos àquele passageiro indiano que já fez 4 pedidos individuais para chá, água, sumo de manga e um cobertor, quando na verdade podia ter pedido tudo de uma só vez, ao invés de pressionar o botão 4 vezes! Se for uma boa tripulação, junta-se uma grupeta porreira para percorrer a cidade, mandar uns bitaites, soltar umas gargalhadas e ter umas refeições bem regadas se o tempo o permitir. A viagem de volta será ainda melhor, pois já não há aquele ambiente sinistro no ar de quem não se conhece de lado nenhum. Felizmente tive uma boa tripulação no voo para Munique.. oficialmente a minha 1ª experiência em territórios  “Merkelianos” e devo confessar que a senhora está bem rodeada, não só por uma boa situação económica, mas pelos seus próprios cidadãos.. bastante agradáveis à vista de qualquer um.

Chegámos ao hotel por volta das 23h00 e meia hora mais tarde invadimos o restaurante. Embora o meu estômago me tenha dado alguns sinais de intoxicação ultimamente, não consegui resistir ao primeiro prato do menu.. Camembert panado com salada e compota de frutos vermelhos. A acompanhar, um pretzel moderadamente salgado e uma Pauliner – a cerveja oficial do Oktoberfest. Éramos cerca de 9 membros da tripulação, que falava animadamente entre garfadas e goles de cerveja. A conversa tinha continuado noite dentro se a empregada do restaurante não nos tivesse expulsado gentilmente, pois já passava da hora de fecho.

9 da manhã e o meu maior dilema era.. o que vou comer ao pequeno almoço, dada as inúmeras ofertas entre pequeno almoço continental, asiático, inglês ou até americano que o Grand Westin hotel me contemplava. Nestes casos, o melhor mesmo é encher o prato com pequenas amostras de tudo o que nos passa à frente dos olhos, devorar a um ritmo não alarve e se ainda houver espaço (que na maioria das vezes há, nem que seja só o reflexo da gula) fazer um “round 2”. Voltei ao meu quarto para lavar os dentes e buscar malas e casaco. No caminho, dei de caras com a azáfama daquele hotel.. era essencialmente um ponto de encontro de negócios. Homens e mulheres de fatos e cabelos aprumados, erguendo pastas, iPads e resmas de folhas nas mãos. Uns conversavam descontraidamente enquanto fumegavam o café matinal, outros andavam a passos largos, ajeitando a gravata e o colarinho, talvez atrasados para alguma reunião pelas minhentas salas que o hotel tem para tal propósito. Lembrei-me de como não tinha saudades de tal vida.. a vida de rotina, de escritório, a contemplar o ecrã do computador das 9h00 às 18h00, com uma hora de almoço do 12h00 à 13h00. Reuniões enfadonhas em busca de soluções para aumentar a rentabilidade da empresa. Deixei tudo isto, não só na minha vida passada, mas também atrás das minhas costas enquanto me dirigia para a saída do hotel. Nunca digo nunca, mas não me vejo nos próximos anos a adoptar tal estilo de vida novamente! Pergunto-me às vezes o que farei depois de ser assistente de bordo,..! Respirei o ar frio que pairava sobre aquela manhã. Era Outono, sem dúvida, e surpreendentemente, para mim que não gosto de frio, sabia tão bem.

As Ruas de Munique transpiravam Oktoberfest. Todo o cidadão alemão deixou a sua endumentária casual em casa para envergar vestes tradicionais alemãs. Alguns objectos da vida quotidiana permaneciam no outfit, como uma pasta de trabalho, um saco de compras do super-mercado, ou até uma mala Gucci. Mas por baixo de casacos e gabardinas, eram os vestidos campestres de cores piturescas que se sobrepunham, num contraste moderno-tradicional que espalhava uma envolvência festivaleira alegre em pleno Outono. A baixa de Munique era assim uma enorme “passarelle”. Até os manequins das lojas apresentavam roupas para esta ocasião, todas com o factor Oktoberfest como principal inspiração. Dei comigo a parar grupos de cidadãos para lhes tirar fotografias, pois toda eu delirava com esta espécie de carnaval à moda alemã, cuja principal actividade consiste em deitar cerveja pela goela abaixo, do meio-dia às 10 da noite.

  
O festival em si é uma feira de cerveja e de especialidades alemãs – salsichas de todos os tamanhos, feitios e cores, rolos de carne, pretzels e claro.. a cerveja! Cada marca com a sua própria “arena” de confraternização para o ritual beber e comer até não poder mais. Eram pavilhões com longas mesas e bancos espalhados pelo espaço, cheios de festivaleiros que seguravam alegremente as suas canecas de cerveja tamanho XXL. Brindavam, riam, alguns já falavam uns décibeis acima do tom normal de voz, dado os efeitos colaterais do álcool. As mesas estavam “gastronomicamente enfeitadas” com diversos petiscos de fazer crescer água na boca – um bem essencial a qualquer celebração que implique o acto de juntar seres humanos a uma mesa. Senti todo aquele cenário como uma espécie de habitat natural para mim.. não há ritual mais feliz e que me agrade mais que aquele de sentar a uma mesa com os mais próximos para comer e beber – é uma celebração imensa de um dos gestos mais básicos da sobrevivência humana: comer! Lembrei-me da Adrianne.. a minha companheira de sempre da petiscada. Nas nossas “road-trips” pelo oeste e sul de Portugal especializámo-nos essencialmente no varrimento de travessas de choco-frito, caracóis, mexilhões, ameijoas, alheiras ou farinheiras, etc.. O nosso apetite nunca conheceu muitos limites e nunca olhámos muito a meios monetários quando o assunto é comer bem. Recordo também uma célebre frase da minha amiga Ana Catarina.. “Momentos felizes na minha vida, foram passados em frente a uma mesa a comer..”.Dentro do leque de coisas tradicionais do Oktoberfest, houve uma que não vi.. as afamadas meninas alemãs de peitos fartos a transbordar dos profundos e folhados decotes, a carregar 10 canecões de cerveja de uma só vez.. todos juntos e condensados entre os braços e os peitos, que lhes serviam como amortecedores a todo a técnica. Vi de facto as canecas e algumas senhoras que as carregavam para as mesas, mas para grande desilusão da tripulação masculina, os “dotes peitorais” destas senhoras não correspondiam em nada às expectativas criadas pela publicidade em torno do Oktoberfest.

 De volta ao hotel, dormi 2 belíssimas horas numa cama extremamente “fluffy”! Decidi ir ao supermercado antes de me preparar para o voo e voilá.. estava a chover. Levei comigo um guarda-chuva que requisitei do concierge.. tal objecto quase que se extinguiu do meu campo semâtinco desde que me mudei para o médio-oriente. A luz estava quase a ser substituída pela escuridão da noite, havia muito pouca gente na rua. Era eu, uma rua cinzenta em linha recta, cores prateadas pelo reflexo da água e o barulho da chuva a bater na calçada.. tanto tempo que não a ouvia. No caminho de volta desisti do guarda-chuva.. o toque da chuva pela cara ultrapassa qualquer técnica de meditação.

Aqui tem o guarda-chuva! Muito obrigado! – disse ao concierge quando entrei no hotel.

“Não lhe serviu de muito.. está toda encharcada..!” – retorquiu.
“Faz ideia de há quanto tempo eu não via chuva..?”

Insha Allah Habibis!

MERY AL BONIFÁCIO

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12 thoughts on “Oktober`fash`Fest

  1. Deixei-me levar pela tua crónica e senti-me a viajar até Munique… Eu bebi cerveja, degustei iguarias, as vestimentas, as pessoas, o rebuliço da festa…até o cinzento da rua, a chuva a cair…Adorei a viagem e de ter estado contigo, obrigado, pelo bom momento que me proporcionás-te! O pior foi vir embora, mas para onde quer que vá, estás sempre no meu coração…
    Mommy

    1. Adorei, minha querida sobrinha a maneira envolvente como relataste a viagem até Munique….são momentos maravilhosos que nos proporcionas e em que nos sentimos que estamos contigo a viajar…..até pelas fotografias que tiras…..obrigada, pela tua arte de escrever bem, amor da tia….és uma benção!!!!

  2. Gostei muito de ter lido as tuas aventuras por Munique em tempos de festa!!! Confesso que apanhaste muito bem o espirito que se vive nessa altura do ano:-) Achei piada saber que ficaste num hotel que fica mesmo, mesmo ao lado do sitio onde trabalho, talvez at’e nos tenhamos cruzado na rua ou no metro…mas nao sabiamos! Se vieres novamente a Munique no inverno convido-te a vires ca a casa tomar um cha e comer scones;-)! Beijinhos Patricia

    1. Ahhhh adorei Munique! Ficava por lá a passear mais umas belas horas e faltou-me beber a cerveja no Oktoberfest que não tive oportunidade.. não posso beber 12 horas antes de voar! Mas para a próxima um chá e scones.. não escapam de certeza! Até lá! e obrigada pela visita ao blog! 😉

  3. Mery,
    Para quem, nos idos de 80, já esteve em Munique e na “Oktober Fest”, descreves bem o ambiente que por ali se vive durante a festa da cerveja. Pelos vistos, tive mais sorte que os teus colegas masculinos da tripulação, pois testemunhei as “capacidades” peitorais e de carga das “têdescas” que serviam à mesa as canecas de litro, salvo erro, medida única nesta ocasião. Sabias que a cerveja que se consome no festival é preparada com um grau alcoólico francamente mais baixo do que o normal? Está-se a ver porquê !! Um outro espectáculo associado às festividades a que tive oportunidade de assistir, mas já fora do recinto, foi o da arrumação do “povão”, muito bebido e de regresso a casa, nas carruagens do metro. Um cordão de polícia mantém a malta afastada cerca de dois metros da linha, a composição entra na estação muito, mas muito, devagar e só depois de completamente imobilizada e das portas estarem abertas é que é autorizado o embarque. A um sinal do chefe da estação, volta a formar-se o cordão da polícia, avançam funcionários para cada uma das portas das carruagens, empurram as “sardinhas” que ainda têm o rabo de fora, é feito o aviso do encerramento das portas e, então, de novo muito devagar, lá arranca o trem. Tudo isto acompanhado de uma algazarra e cantoria ensurdecedoras, mas sem zaragatas e incidentes.
    Continua e escrita, que te sai, em regra, escorreita e muito divertida.
    Mais alguns comentários vão para o teu e-mail particular.
    Um grande beijão de saudades.
    Pai.

  4. alo linda ainda nao tinha experimentado fazer qualquer comentário, mas hoje não resisti. adoro ler as tuas aventuras e parece que estamos sempre mais proximos. beijinhos muitos

    1. Melhor ainda foi ter recebido o teu postal! que óptima surpresa!!! 😀 Muito obrigada por não te esqueceres da tua filhota! Gosto muito de ti!! Beijoca enorme!!! ❤

  5. Depois de ler essa passagem pelas balada das jolas, só me deu vontade de relembrar: “Um brinde as mamas da Lili” ahhahahahaah
    Saudades meu amor!!!
    De dedos cruzados ainda!!!!
    Love u ❤

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