Asante Sana Africa!

Nairobi, Quenia. 4 horas e meia de viagem pelos céus, seguidas do procedimento normal de apanhar as malas, seguido por outro normal procedimento.. a viagem de autocarro até ao hotel.. o percurso que compreende o meu primeiro contacto visual, olfactivo e emocional com  qualquer destino em si. Através da janela observo o tráfego de carros, grande parte com aspecto de calhambeques, amontoados naquilo que em tudo me fez sentir em casa.. um engarrafamento típico no sentido Norte-Sul com direcção à Ponte 25 de Abril em hora de ponta! As estradas areadas com mais buracos que um campo de golf, alguns pedragulhos soltos pelo asfalto e todo o aspecto de obras em plena faixa de rodagem fizeram-me questionar se estaria numa espécie de A8 cá do sítio. Depressa a ideia me passou.. estava perante uma versão mais urbana de um safari! Na pouca iluminação que as ruas apresentavam, busquei sinais de movimentos “animalescos” que denunciassem a presença de uma girafa ou de um elefante ou de qualquer felino.. mas de facto.. todos os solavancos que me estavam a dificutar a escrita deste texto no Black Berry.. já eram emoção suficiente.

Nunca morri de amores por visitar o continente Africano. Pois no mês passado calhou-me logo duas vezes seguidas e para o mesmo destino, Nairobi, Quenia. Fiz planos para fazer um safari, visitar um parque de animais bébés onde podemos participar nos seus rituais alimentícios dando-lhes de comida e visitar também um orfanato, onde podemos trazer roupa, brinquedos e brincar com as crianças que ali habitam. Saíu-me tudo furado.. não fiz nada disto. As minhas actividades turísticas incluíram maioritariamente regatear preços num mercado local perto do hotel e visitas aos locais badalados da “night” de Nairobi cujas principais atracções foram o reggae e os ritmos africanos – sons com muito boa vibe e energia que me carregaram as baterias para toda uma vida.

Da comida, ficou-me na memória um dos acompanhamentos da refeição – Ugali – assim como as suas enormes saladas de deliciosas e cheirosas frutas num mercado que encontrei perto do hotel, onde me preparam um manjar com manga, melancia, morangos, uvas, maçãs, ananás com yougurte natural, mel e nozes macadamia por cima. Nunca me deu tanto prazer comer fruta! O Ugali, por sua vez, é uma espécie de bolo/pudim branco  e enfarinhado que eles acompanham com carne grelhada. Tem uma textura sólida e vem para a mesa como um bolinho de areia que os miudos fazem na praia com formas. Sabe rigorosamente a.. nada! Para o conseguir ingerir colocámos ketchup, sobre o olhar aterrorizado de Mwalimu Montana, o colega de tripulação queniano que nos mostrou o máximo que pôde naquelas 24 horas.

No Quénia, a língua é o Suaíli, que também se fala na Tanzânia. Acredito que toda a gente está familiarizada com, pelo menos, duas palavras (tão fáceis de dizer) deste dialecto – Hakuna Matata! Quem não se lembra de ouvir o Timon e o Pumba a cantar em plena savana – “Os teus problemas são para esquecer.. pra sobreviver, tens que aprender… hakuna matataaaa..” . Estão assim reunidas as condições perfeitas para qualquer um se sentir dentro do filme do Rei Leão. Amei a língua. Desperta para o nosso instinto mais natural e selvagem, numa ligação tremenda com o elemento terra. É isto que sinto cada vez que me lembro dos seus sons secos e selvagens, como se tivesse a tomar parte de um diálogo entre babuínos. Fez-me especialmente lembrar a passagem em que o babuíno Rafiki encontra o filho pródigo de mufasa, Simba, e invoca uma cantilena enquanto salta de ramo em ramo nas árvores. (ver o vídeo em baixo)

Deixo-vos um pequeno dicionário Suaíli que fiz na viagem de volta ao Dubai com a ajuda do Mwalimu. Aqui estão as bases para sobreviver ao primeiro contacto linguístico com os nativos do Quenia ou para meter conversa com algum babuíno que se atravesse pelo caminho.. you never know..!

Olá! – Jambo!
Benvindo! – Karibu!
Tudo bem? – Habari Gani?
Muito Obrigado! – Asante Sana! (amo especialmente estas palavras!)
O meu nome é.. – Jina yangu..
Adeus! – Kwaheri!
Até breve! –  Tutaonana!

e… como não podia deixar de ser..

Não há problema! – Hakuna Matata! (podem checkar no tradutor de Google! :D)

Os próximos posts vão incluir os destinos Viena e Shanghai.

Asante Sana Habibis!
e acima de tudo.. Hakuna Matata!

MERY AL BONIFÁCIO

Nairobi, Kenya. 4 flying hours from Dubai throughout the skies, followed by the picking luggage procedure, consequently followed by the bus trip procedure – the first visual, emotional and olfactory contact I made with each destination my job sends me on. Looking outside the window I see major traffic going on. The cars look old all mounted in a big traffic jam, which reminded straight away home – a typical rush hour from Lisbon towards south, heading to the 25th of April bridge.The roads are full of sand and have more holes than a golf camp. Some boulders come out of nothing “strategically” positioned in the middle of the lane, which rapidly reminded me of “A8” – a Portuguese high-way towards West, mainly known for being under construction for several years providing a quite uncomfortable driving, becoming seriously difficult to drive when its raining – you hardly can distinguished the stripes which separate both sides of the lane. In addition, you have to pay something around 8€ for fully live this “high-adrenaline” experience.  I quick abandoned this idea, whereas I was mainly in a more urban kind of Safari. On the poor lighting provided on the streets, I kept myself quite concentrate on any kind of big animal movements on the surroundings, which could actually detect the presence of an elephant, a giraffe or even a lion. However, all the bumpiness on the bus, that was making quite hard the writing of this text on my black berry, was enough emotion for someone who had just arrived.

I must admit I never died to go to Africa. Maybe because of that, I got it rostered two times in a row on April. I made plans to go on a safari, visit a baby animal park and spend sometime on the Nest orphanage, where I planned to take some food, toys and play with the children. However, I did nothing of this. My main tourist activities included bargaining on a local market near the hotel and experience Nairobi´s nightlife, where the main attractions included reggae and a lot of African music and dances. I found in African music a very good way of “recharging my batteries” for a whole life. – the rhythm is so powerful in energy and good vibes.

From food, I was amazed by the smell, colour and “freshiness” of the fruits. I ate a very big fruit salad for “brunch” with pineapple, mango, grapes, watermelon, apples, yogurt, honey and macadamia roasted nuts! I tried as well Ugali, a sider, which comes with the main course, just like a salad or fries.  It´s made with a special flour and it´s served in a shape of thick white pudin, which tastes like… nothing. To eat it, we had to add some ketchup, under the terrified look of Mwalimu Montana, the only Kenyan cabin crew on this flight, who showed us show a lot on the 24 hours of stay.

Swahili is the official language of Kenya, also spoken in Tanzania. I believe everyone is familiarized with at least two worldwide known Swahili words – Hakuna Matata! Who does not recall Timon and Pumba singing to full lungs throughout the jungle “..it means no worries for the rest of your day.. it´s our problem free, philosophy.. hakuna matataaaaa”. I loved Swahili. It made me feel inside a dialogue between baboons all the time. It made me recall when Rafiki, the baboon, found Simba, on the movie The Lion King and stands jumping between trees singing a very strange song (see the movie below).  It´s a language of dry and wild sounds which awakes our most natural instincts in a very profound connection with the earth. At least it´s how I felt about it…cannot put it in better words.

Below I will leave a very small version of a Swahili dictionary, made along with Mwalimu on our flight back to Dubai. Just some hints on how to start a conversation with a Kenyan native or perhaps with a baboon… you never know!

Hello! – Jambo!
Welcome!  – Karibu!
How are you? – Habari Gani?
Thank you very much! – Asante Sana! (I particularly love these words!)
My name is.. – Jina yangu..
Goodbye! – Kwaheri
See you soon! – Tutaonana!

And last, but definitely not least…

No worries – Hakuna Matata! (check yourself on google translator!)

Officially, this is the first English post I ever did in my blog.  Therefore, I hope my words will reach more people in the world that often say to me “I would love to read your stories, but I just don´t understand Portuguese!” Well “ma friends”.. that problem.. is half over.. I will do my best to translate the older posts and make double language versions on the new ones!

The next post destinations will include Vienna and Shanghai!

Asante Sana Habibis!
and above all.. Hakuna Matata!!

MERY AL BONIFÁCIO 

5 thoughts on “Asante Sana Africa!

  1. Meryyy que espetáculo… Agora nao uma mais duas línguas!!! Estas mesmo a levar a serio divulgar a tua escrita e nos entreter com as tuas maravilhosas historias… And I really love it!!!!
    Saudades tuas amiga…
    Aproveita muito, sempre… Hakuna matata!!!
    ❤ beijuuuu

    1. Ps: E os erros ortográficos são por conta da escrita inteligente desse celular que não me obedece mais!!! :))) ehehehe.. Kiss!!

      1. heheheh estás perdoada my love!
        O teu grande dia está quase a chegar! 😀
        Um beijo enorme carregadinho de saudades tuas!!

  2. Maria,
    Parabéns pelo teu excelente Blog que me diverte tanto e me faz sentir em todos os sítios por onde passas! Nunca mas nunca deixes de escrever as tuas aventuras que são absolutamente deliciosas 🙂
    Espero que te estejas a divertir! Anseio pelo próximo artigo!
    Boas viagens
    Beijinhos

    1. Olá Cláudia! Fico muito feliz por saber que segues o meu blog! É sempre mais uma força para continuar a dedilhar os sítios por onde passo e tapar um pouco mais o buraco das saudades! 😉
      Beijinhos!! ***

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